Quanto tempo. Quanto tempo?

Ainda sei escrever? Não consigo decidir se sou uma pessoa de exatas ou se ainda tenho essa parte de humanas, mas ouvi de um sábio ser humano que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício.

Qual foi a última vez que você, que está lendo isso, deixou seus sentimentos tomarem conta das suas mãos e escrever alguma coisa? Pois me fazem mais de um ano. E é como se os sentimentos se escondessem, ficassem lá no fundo.

Qual foi a última vez que você, que continua lendo isso, se perdeu no abraço, no beijo de alguém? Nossa, me faz uma eternidade, ao mesmo tempo que foi semana passada. Uma mente que divaga em indecisões abriga este crânio, este uma vez já aberto crânio, já cicatrizado, crânio. Essa mente, sim, já foi capaz de fazer o bem pra diversas pessoas, mas ela não, e não intencionalmente, lembra da maioria de suas ações.

Qual foi a última vez que você - Deus, por que continua lendo isso... - se orgulhou de você mesmo, não sentido pejorativo? Olhou-se no espelho e viu alguém não só importante pra si próprio, mas para gente em volta. Encarou seus olhos, no espelho se espelhou na alma, disse que se sente feliz por ser quem você é. Quando, quando... quando? Para essa última, não sei a resposta. Não tenho ideia. Ao mesmo tempo tenho certeza que isso aconteceu.

Quantas indecisões?! Mas nem de certezas vivem o homem. Qual o tesão da vida? Sempre achei que é o incerto. Qual foi a ultima vez que você sentiu um frio na barriga logo antes de uma decisão? Decisão essa que, mesmo fútil, pra você significava o mundo? Já sentiu isso?

Sentiu. Sentimos. Logo, o que significa o mundo?

Essa mente que habita este crânio, que faz parte dessa pessoa que nada em indecisões, tudo isso novamente brilha um pouco de esperança. Que frase abrangente. Por que você não se identifica com ela?

O pensamento destrutivo brasileiro.

Época de Major. Assistir os melhores times do mundo se enfrentarem cara a cara em partidas BO1 dão brecha para muitas realizações interessantes (Deus abençoe o PGL Kraków 2017 Major!). Isso, combinado com algumas jogatinas, sozinho e entre amigos, me fizeram dissertar sobre esse incrível pensamento destrutivo dessa nacionalidade tão controversa. E os resultados não foram nada bons.

O que faz o rebaixamento de alguém do mesmo grupo ou da mesma equipe ser mais valioso do que a vitória? Qual o prazer em provar que alguém é menor que você que consegue se impor sobre o desejo de alcançar o sucesso? Isso me deixa extremamente irritado. É um dos vários costumes negativos do cenário brasileiro, e isso se aplica a qualquer coisa. Veja, por exemplo, o meio em que mais me misturo: o cenário de eSports.

Por que o cenário brasileiro é muito menos desenvolvido do que o cenário europeu? Pois a mentalidade do europeu não é provar o seu valor como o melhor da equipe, acima de todos os outros. Não. Seu objetivo é a vitória, não se importando com alguém da equipe que talvez teve uma partida ruim, ou alguma rodada em que perderam por erros bobos, sempre procurando culpar alguém além de si mesmo. A primeira coisa que vem na cabeça de um europeu para dizer quando uma rodada é perdida não é "Porra, fulano, cagou no pau! Não tem jeito mesmo, você é um peso morto...", e sim planejar a próxima rodada, consolar o companheiro de equipe que não obteve êxito em sua jogada. Isso desenvolve o cenário de uma maneira indescritível, pois forma jogadores de nível extremamente alto no quesito de trabalhar em equipe.

Com isso dito, vamos falar um pouco do jogador tradicional brasileiro. Se eu precisasse resumi-lo em uma única palavra seria "destrutivo". Qual o objetivo do brasileiro? Vitória? Não, o objetivo do jogador tradicional brasileiro é se mostrar melhor e superior do que todos de sua equipe. Um exemplo disso é uma rodada perdida por algum erro humano de algum dos outros companheiros de equipe. O jogador tradicional brasileiro é o primeiro a apontar a culpa e opinar destrutivamente sobre todos os movimentos desse mesmo jogador que cometeu o erro. Qual a consequência disso? O Brasil encuba jogadores com extremo potencial hábil e desempenho coletivo, ou seja, atuação em equipe extremamente ridícula.

Isso não se aplica apenas ao cenário dos esportes eletrônicos. Inclusive, é a área de menor importância em que isso acontece, pois, majoritariamente, isso ocorre também no meio profissional. Novamente, o profissional brasileiro não pensa no coletivo como um grupo de pessoas trabalhando juntas (saliento novamente: JUNTAS) para um fim em comum, que é o sucesso. Ele pensa nesse coletivo como uma competição interna para ver quem é melhor em cada função. Imagine um grupo onde todas as pessoas pensam assim. O que devia ser um ambiente harmônico e eficiente acaba se tornando uma disputa pela glória. A concorrência deixa de ser de grupo para grupo e acaba adquirindo outro nível, que é internamente no grupo.

Isso é ridículo. É mais um pensamento que atrasa o brasileiro e o coloca em posições vergonhosas quando comparados a qualquer país europeu. O "jeitinho brasileiro" se estende monstruosamente para várias áreas de atuação do brasileiro. Esse jeitinho deixou de ser o modo gambiarra do brasileiro de fazer as coisas. Agora é todo um esteriótipo para o brasileiro mediano, alguém destrutivo e tóxico.

Talvez a primeira mentalidade a ser mudada seja esse pensamento totalmente destrutivo. Quem sabe cheguemos a um nível mais elevado se soubermos trabalhar em equipe, priorizar o sucesso, buscar sempre a vitória e, em vez de rebaixar o companheiro que erra, aumentando as chances de errar novamente, consolar e criticar construtivamente, pois é isso que importa.

Temos a capacidade de elevar o cenário nacional às nuvens, mas não a iniciativa.


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A alegoria da vida.

Pense, combine, execute. Elabore uma maneira de conseguir a vitória de novo e de novo. Confie em seus companheiros e dê motivos para confiarem em você. É muito importante que você nunca desista de seu objetivo, pois é ele que lhe mantém vivo. Faça tudo para alcança-lo, para vencer, e caso não dê certo? Comece de novo, pense, mude, combine, execute. Cada ação é importante, tanto pra você quanto para sua equipe. É no entrosamento e na confiança, na união e na força que está o grande sucesso. Escolha com o que você trabalha com muita sabedoria, pois é com isso que você conseguirá seu sucesso e o sucesso de seus companheiros. Um bom acessório usado em um bom momento pode fazer toda a diferença. E seja peculiar quando necessário. Siga ordens, mas se divirja delas quando necessário, quando extremamente certo de que esse ato colocará você e sua equipe em uma posição de vantagem sobre a concorrência. Em uma conclusão, cada ação tomada em um momento oportuno, cada atitude bem pensada, toda audácia e ao mesmo tempo toda a cautela, tudo isso em conjunto te levará longe.

E isso poderia muito ser um texto sobre a vida, mas não. É sobre uma partida de Counter-Strike. Sendo isso a perfeita alegoria da vida em um ponto filosófico. Foi isso que me tornou o que sou hoje.
Um vício? Talvez, sim. Mas um vício que me ensinou a nunca desistir do meu objetivo, e dar a vida por isso, por mais que isso seja doloroso, por mais que todos julguem e tentem te impedir de prosseguir. Me ensinou que somos todos capazes de superar desafios, aprimorar técnicas, e me ensinou também que o ser humano é capaz de tudo o que quiser.

Então, quando encarar um problema em sua vida, não desista tão fácil assim. Tente absolutamente tudo o que for possível e provável para fazer da situação a melhor possível. No decorrer, seja ambicioso. Na realização, sinta-se agradecido. E na falha, sinta-se na vontade de começar de novo.

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Completo.

Se sentir completo é incrível, não é? Parece que você pode até voar. A pouquíssimo tempo atrás eu não conseguia nem abrir um caderno para fazer uma tarefa de biologia, onde imbecilmente a gente teria que copiar os enunciados. A pouquíssimo tempo atrás, tipo, uma semana. E aí, do nada, absolutamente do nada, aconteceu.

E isso de se sentir completo é quase que uma necessidade para todo ser humano. Não tem como você fazer uma coisa que não te dá prazer sem esse sentimento. Estudar, fazer tarefas, ler livros, assistir vídeos informativos, tudo isso dá uma sensação ruim quando não se tem essa paz de espírito.

Por mais fútil que isso possa parecer, ter alguém para olhar o sorriso e sorrir junto ajuda imensidões na hora de executar uma tarefa ou fazer alguma coisa que você sabe que não gosta de fazer. E como ajuda. Parece que você faz de uma maneira dez vezes mais ambiciosa do que fazia antes.

E isso veio tão do nada, quando as esperanças estavam beirando o zero, quando a opção era simplesmente deixar tudo de lado, quando o não parecia eminente. Isso veio como a última peça de um quebra-cabeça, a última pedrinha de um mosaico, ou simplesmente o ultimo sentimento que faltava.

Procurem isso, procurem algo que te incentiva a ser uma pessoa melhor a cada dia, seja no âmbito pessoal ou profissional. Quando acharem, verão que tudo o que foi dito nesses quatro parágrafos acima é verdade.

E aliás, como pode um código de marcação ser tão maravilhoso? Sério, HTML é uma coisa que eu estou gostando mais do que deveria. O ato de mudar o título de aba do blog de “bzkllc” para “Bem-vindo ao nada. ”, foi uma vitória imensa, e uma gratificação enorme. De longe a menor coisa que fiz no ano que me deu mais prazer. Imagina o que eu vou fazer com essa coisa simples e bonita que eu chamo de blog quando eu tiver um conhecimento mais abrangente em HTML.

Só me resta esperar mesmo. Como eu disse no primeiro dia de 2016, esse ano promete. E dito e feito, já pagou algumas promessas.

Aliás, dá uma tristeza ver esses coolers de neon azuis tão fraquinhos. De verdade, já foi o tempo que eu apagava a luz e meu computador iluminava o quarto com a suave luz azul que vazava pelas grades dos painéis, fazendo pequenas e numerosas bolinhas no teto e na parede do quarto. E sim, é lindo. 



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Qual sua paixão? O que quer fazer?

Uma das figuras da internet que mais admiro é uma pessoa chamada Jake Roper. Ele é dono de um canal incrível de nome Vsauce3 e recentemente (não tão recentemente, mas mesmo assim) foi diagnosticado com sarcoma, uma forma rara de câncer, localizado em sua perna. Informações bem superficiais, mas isso é apenas para uma descrição breve.

Desde sempre, tenho como inspiração pessoas. Pessoas de todo tipo. Sejam personalidades da internet, ou sejam pessoas íntimas ou no meu círculo de amizade. De qualquer forma, em um recente vídeo, Jake foi abordado com a seguinte questão:

"Que conselho você daria para alguém tentando achar sua paixão?"
"What advice would you give to someone trying to find their passion?"

Sua resposta foi incrível. Não sei se concordo totalmente, mas ainda sim, chegarei nisso em um momento. Jake respondeu: 

"Isso pode soar estranho... mas... falhe. Não importa qual seja sua paixão, você vai falhar em sua procura, e quando você encontrar o que é, você vai falhar também. Eu queria fazer um milhão de coisas diferentes. Eu queria tocar música, eu queria fazer modelamento tridimensional, animação tridimensional, animação tradicional. Eu queria desenhar, eu queria pintar, eu queria fazer fotografia, eu queria fazer filmagem, e todas essas coisas que eu tentei, e eu falhei, e eu tentei de novo, até que, eventualmente, tudo isso meio que desviou-se no que eu faço agora. E sem essas experiencias eu nunca teria achado o que eu amo fazer, logo, eu não me arrependo disso, isso me ajudou a encontrar minha paixão. Falhar significa que você tentou, e essa é a lição mais importante que você pode ter."
"This may sound weird... but... fail. no matter what your passion is, you're gonna fail on your way to find it, and once you find what it is, you're going to fail. I wanted to do a million different things. I wanted to play music, I wanted to do 3d modeling, 3d animation, traditional animation. I wanted to draw, I wanted to paint, I wanted to do photography, I wanted to do film, and all those things I tried, and I failed, and I tried again, until, eventually, it all kind of siphoned into what I do now. And without those experiences I never would have found what I love doing, so, I don't regret that, it help me home my passion. Failing means that you've tried, and that's the most important lesson that you can have."

Mas, tudo isso. Será que tudo é verdade? Será que pra achar o que amamos fazer, realmente temos que errar, falhar? Sinceramente, quanto tempo de nossas vidas temos que passar até encontrarmos essa paixão?

Talvez o simples amor em ajudar alguém, ver um sorriso no rosto de outro ser humano, espalhar a felicidade a qualquer grupo de pessoas. Talvez só isso já motive e sirva de norte para uma procura nada fácil, que é a procura pelo que você ama fazer, e irá amar fazer pro resto de sua vida.

Mas isso muda. Assim como tudo, isso também muda. Quem sabe o que você fazia ontem, talvez não atenda seus gostos hoje, nem amanhã. E é por isso que a mudança é a coisa mais linda que existe no mundo.

Por que uma questão que, em teoria é tão simples, que é saber o que amamos e queremos para nossa vida consegue ser tão complicada, devido a várias barreiras como: o medo de não exercer bem, de não ser bom o bastante; o medo de fazer isso pro resto da vida e não sentir prazer; o medo do que os outros talvez pensariam da sua decisão. Por mim, todos esses medos poderiam ser transformados em algo como uma bolinha, me possibilitando jogar bem longe.

Barreiras como essas são feitas para serem quebradas. Essas e qualquer outra barreira que esteja entre você e seu sonho. Como a pessoa que eu sou, sempre gostei de tomar riscos, decisões não tão confortáveis. Isso é necessário, é preciso. Sem contar, a adrenalina de uma coisa dessas é sem igual. Tente. 

Esteja bem consigo mesmo, espalhe o amor para outras pessoas, ajude alguém que precisa, diga para aquela pessoa que tanto gosta tudo, sem esconder nada. Tudo isso ajuda a esvaziar sua cabeça para que tome essa decisão tão importante na sua vida.

E sim, esse pequeno grande texto foi fruto de uma noite sem dormir, com um pouco de café e uma pitadinha de saudade.



(fonte das citações: 5:49-6:35)

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Falta pouco. Bem pouco.

Como é ser surpreendido por um e-mail? Bom, direi como: você abre casualmente sua conta no outlook e de repente, você troca olhares com um e-mail de sua nova professora de Português. E a troca de olhares se intensifica com aquele título simpático e caridoso que diz "Olá!!" logo em frente ao nome do grupo de e-mails. Você decide clicar e pronto. Surpreendido por três arquivos PDF, sendo dois deles apostilas a serem impressas e um cronograma de aulas.

Ao que parece, as férias já estão bem no fim. Os últimos dias serão apenas usados para organizar os materiais, o fichário, o sono, o notebook, certo? Mas é claro que não.

Uma vez acostumado com a rotina de férias, é quase um mês pra se adaptar ao ritmo de aulas de uma Instituição Federal novamente. Mas, consigo? Claro. Nada que copos de café em dias de aula e madrugadas de véspera não resolvam.

Concluindo tudo, sim, falta muito menos do que 7 dias para as aulas voltarem. E até agora não sei se fico feliz ou triste com a volta de tudo isso. Provavelmente bem feliz, pelo grande incentivo.

De qualquer forma, as duas apostilas já estão impressas. Aposto que o ano não esperava por essa. Me antecipei. Eu 1, mundo 0.

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Sem título interessante. Criatividade falhou.

E a prova? E os estudos? E o esforço? A recompensa, que todos esperamos após tanto tempo na frente de duas telas do computador, em uma chamada no Skype, lendo, aprendendo, conhecendo.

Será que veio como o desejado? A resposta é: talvez. Talvez sim, talvez todo esse momento de mudanças tenha aberto uma porta para mim que eu nunca pensei que se abriria, sendo ela a vontade de estudar, conhecer, descobrir. E talvez não, pois todo esforço me rendeu um 26 de 40 em questões objetivas, e um desempenho deplorável em discursivas de física e biologia.

Mas, estou triste? Com certeza não. Essas férias estão sendo maravilhosas, em todos os lados da minha vida pessoal. De pessoas, da pessoa, de tudo. Com certeza as expectativas de 2016 estão valendo a pena. E valerão, pois quem se esforça, consegue o que quer. Seja um sonho, um objetivo, não importa. Esse esforço sempre vem a calhar, e é essa ambição de não desistir mesmo que as chances não estejam favoráveis que faz do ser humano essa coisa incrível. E sim, viajei alto.


Aliás, que venha o laudo da ressonância logo.

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Um fim que levou a um começo.

Falta 1 dia e alumas horas pra acabar o ano que mais me mudou na minha vida. E cara, não me arrependo de absolutamente nada que fiz. Talvez eu me arrependa de não ter feito tais coisas antes, mas ainda acho que tudo que aconteceu, aconteceu em sua hora. E na dosagem mais certa possível. 

Pessoas que conheci, e que quero pra vida toda, continuarão comigo, 5 dias por semana, durante mais um ano inteiro. E um ano que eu estou com várias expectativas.


Nesse 2016 que está vindo, nem imagino o quanto quero evoluir, principalmente como pessoa e como estudante. Poder fazer as pessoas que amo ficarem bem todo o tempo, e poder adquirir todo conhecimento possível. Até comprei um notebook pra isso, olha que beleza. Coisas podem dar certo. 



Daqui a 18 dias farei uma prova pra UFJF, e não sei o que estou mais: assustado ou ansioso. Muitas coisas podem acontecer nesse dia 17 e 18, e mal posso esperar pra tê-los. Ainda preciso retomar os estudos das matérias que menos tenho afinidade. Retornarei provavelmente no dia primeiro, e com a melhor companhia do mundo. É sempre bom estudar junto de uma pessoa maravilhosa. Estudar sozinho é um porre.



De qualquer forma, as expectativas beiram o máximo, e tenho a leve impressão de que esse ano será um dos melhores da minha vida.



Aliás, só colocando algo pra fora, tem vendedores no Mercado Livre que excedem o limite de filho da putisse. Só isso mesmo.



Esse é o primeiro post de muitos, e mais ou menos apenas um esboço. Então, considerarei como post 0, e não post 1.



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